Santa Casa de Paraíso anuncia investimentos

Escrito por em 12/07/2021

A Santa Casa de Misericórdia de São Sebastião do Paraíso, seguindo plano diretor elaborado em janeiro do ano passado, está investindo na modernização de sua estrutura física, em equipamentos e na contratação de profissionais. Se estruturando para prestar novos serviços, e dinamizar os já existentes. Mesmo com o contratempo motivado pela pandemia, o plano de expansão foi iniciado, e está concluída a primeira de algumas obras a serem implementadas.

Quando assumimos, desde a época da intervenção cumprimos todos os quesitos, e em 2019 ao serem empossadas a irmandade e a nova provedoria, percebemos que precisávamos investir na estrutura física do hospital que é grande, com quase 17 mil metros quadrados de área construída, e de uso intenso. Havia necessidade de construções, reformas, melhores acessos para trazer bem estar para pacientes, para os clientes internos que são os médicos, enfermeiros, os colaboradores do hospital de maneira geral”, explica o provedor Fernando Montans Alvarenga.

Num trabalho conjunto,  segundo ele, conseguiu-se aprovação para ser elaborado um plano diretor para as construções se tornarem realidade, de maneira ordenada. Por licitação foi contratado um escritório de arquitetura de Ribeirão Preto, e elaborou-se proposta para reforma do hospital, em etapas.

A primeira obra foi concluir o segundo andar do bloco que estava inacabado há mais de 15 anos, até sem acesso físico. “Em pleno período de pandemia a obra foi concluída, e inauguramos mais 45 leitos. Foi a nossa salvação. Esse bloco hoje é utilizado para o SUS para internação de pacientes clinicamente comprovados com covid. É uma área isolada dentro do hospital”, conta o provedor.

Findada a primeira etapa, vimos que poderíamos dar continuidade à expansão. “Temos nosso departamento contábil financeiro de custos onde podemos de maneira muito clara separar nossas contas. Havia recursos, e optamos pela construção de novo necrotério, vista como uma etapa de urgência. Infelizmente a covid-19 traz muitos óbitos, e até por logística a construção em local apropriado e de fácil acesso se fez necessária”, disse Fernando Alvarenga.

Como tem se tornado cada vez mais frequentes a vinda de pacientes de outras regiões, do estado e do país, trazidos por helicópteros do Corpo de Bombeiros e particulares, visando agilidade no atendimento está sendo construído um heliponto onde funcionou o Clube dos Médicos.  Foram aprovadas a primeira e segunda fase da obra pela ANAC que é agência reguladora. Pacientes serão encaminhados rapidamente para o centro cirúrgico e UTI. O heliponto será balizado, e poderá ser operado durante 24 horas. A obra é custeada pela empresa Armazéns Gerais Peneira Alta.

Tivemos a felicidade de ganhar do Grupo Pró-Vida uma alça cirúrgica, equipamento caríssimo, de suma importância para o centro cirúrgico. Temos dois aparelhos desse, mas muito antigos. Apresentamos o projeto e foi aprovado, um equipamento de quase um milhão de reais, foi a maior doação feita pelo Pró-Vida nos últimos tempos. Recebi a doação no dia 12 de junho, o aparelho foi adquirido e nos será entregue nos próximos dias”, afirma o provedor.

Outra importante conquista para o hospital anunciada por ele, é que a partir de agosto a Santa Casa passará fazer cirurgias neurológicas. “Foi contratada uma equipe do HC de Ribeirão Preto e as prefeituras da região vão custear esse serviço de média complexidade que irá trazer um conforto e segurança”. Todos os equipamentos a serem utilizados, foram doados pela empresa Gonçalves Salles (Laticínios Aviação).

Sobre a gama de serviços já prestados pelo hospital, o Hospital do Coração que é referência pelo SUS para alguns estados, antes do início da pandemia fazia em média 30 cirurgias por mês. O provedor  cita também os setores de ortopedia que tem demandas diárias, o de urologias,  oftalmologia, pediatria que é referência em UTI neo natal, a maternidade, o hospital dia,  cirurgia rápidas em que o paciente se interna de manha e sai a tarde.

A diretora clínica da Santa Casa, médica Rachel de Oliveira Silveira, destacou que o trabalho tem sido árduo. “Tivemos grande ganho com a implantação do serviço de odontologia dentro das UTIs.  Foi iniciado na cardiológica. Temos profissionais fantásticos atendendo nossos pacientes diariamente, a beira leito”, disse.

Ainda sobre doações, o provedor ressalta o apoio do Sicoob Nossocrédito que doou R$ 200 mil para serem investidos na construção do novo prédio do necrotério e acesso a UTI e ao segundo andar.  “Agradecemos ao Sicoob a todos seus associados.  também a Associação Comercial e Industrial (ACISSP)  pela doação de respiradores para tratar de pacientes com insuficiência respiratória e também de máscaras. São grandes parceiros”.

Seguindo o plano diretor, está sendo ampliada a sala de espera da UTI do centro cirúrgico, e adequado todo o sistema de combate a incêndios que estava defasado e será implementado ainda neste segundo semestre, quando também está prevista ser construída nova lavanderia e a central de lavagem de material e esterilização de equipamentos utilizados no hospital. Já existe verba conseguida junto ao governo federal para a modernização do laboratório e implantação do banco de sangue.

Para o próximo ano, logo na fachada do hospital será construído o centro administrativo em pavimento superior, e, embaixo, o aumento da área de recepção. “Consequentemente serão desocupadas áreas novas do hospital, hoje ocupadas com parte administrativa. Onde funcionou a Escola de Enfermagem José Maria Alkimin será reformado e voltará a ser sala de aula para os residentes. Estamos em busca de recursos, mas em torno de 70% já estão em caixa para estas ações, é questão de tempo”, esclarece.

A pandemia trouxe mudanças e no Ministério da Saúde está sendo remapeado os níveis de hospitais, e enxergando que no interior devem haver bons hospitais. Há um grande déficit de serviços hospitalares no Brasil todo, e somos privilegiados em nossa microrregião. Recebemos pacientes de todo o Estado de Minas Gerais. Temos convênio com o Ministério da Saúde que atende cirurgias cardiológicas para seis estados através do SUS. Hoje estamos com um paciente de Roraima, salienta Fernando Alvarenga.

Ele chama atenção sobre a importância do envolvimento de toda comunidade paraisense e regional para fortalecimento do hospital da Santa Casa, que emprega em torno de 700 funcionários  (segundo maior empregador em Paraíso), depois da prefeitura, que é órgão público. “É um desafio, temos que ter cautela e fazer paulatinamente. O projeto final é sair dos atuais 220 para 360 leitos”, anuncia.

O plano diretor também contempla a reforma de todas as suítes, da hotelaria para atendimento da saúde complementar (planos de saúde), e construção de UTI para atendimento de pacientes de convênios. “É um investimento alto, mas que cabe na região”, ressalta.

Fernando Alvarenga lembra que esse previsto crescimento no atendimento por parte da Santa Casa trará reflexos diretos na economia do município. “Aumentar em torno de 50% no número de leitos significa maior número de profissionais na área de saúde, novas equipes, e outros colaboradores, geração de empregos, e irá trazer muitas oportunidades de investimentos para São Sebastião do Paraíso. Serviços requerem gente”. Nesse contexto, enfatiza a grande quantidade de cirurgias que ficaram represadas nesse período.

Outro ponto destacado pelo provedor são doações feitas por pessoas físicas diretamente à Santa Casa, e verbas conseguidas por deputados que representam a região e outros que também têm contribuído. “É uma engrenagem da qual participam a prefeitura e a Câmara Municipal. O governador Romeu Zema tem conhecimento do que temos feito aqui e sabe da importância do hospital para a região, afirma o provedor. “Estamos bem alinhados com a prefeitura, o prefeito Marcelo Morais entendeu nossa proposta, temos conversado para construir melhor saúde para a região”, complementa.

Não vou mencionar nomes para não ocorrer esquecimento, mas oportunamente divulgaremos”, disse Fernando referindo-se a deputado, ao salientar a ajuda do presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, em Brasília.

Fernando Alvarenga destaca que a diretoria, irmandade e profissionais que atuam nas diversas áreas na Santa Casa estão engajados nessa proposta. É um trabalho para a comunidade. Agradeço aos médicos, pessoal da limpeza, enfermeiros, auxiliares, pessoal do administrativo.

Precisamos estar juntos e entender a necessidade de doarmos um pouco, às vezes financeiramente, com o trabalho pessoal de cada um, às vezes com um conselho. Estamos abertos para a construção desse modelo novo de hospital em nossa região”, conclui Fernando Montans Alvarenga.

Fonte: Jornal do Sudoeste


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