Produção de bananas está 40% mais cara este ano em relação a 2021, em Delfinópolis

Escrito por em 13/07/2022

A banana está mais cara para o consumidor nas prateleiras dos mercados. Em Delfinópolis, segundo maior produtor da fruta em Minas Gerais, o produtor tem gastado no campo 40% mais do que gastava no ano passado. Mas o preço pago pela banana ao produtor é o mesmo há quatro anos.

O combustível e o adubo subiram muito desde o início da pandemia e, dois anos depois, os preços ainda não estão nem perto do que estavam antes.

Na propriedade de Guilherme Maia, a tentativa é gastar menos no campo. São onze tratores abastecidos com diesel, então nada de máquina ligada sem necessidade. Já o adubo, uma tonelada passou de R$ 2 mil para mais de R$ 6 mil.

“Na fazenda gastamos em torno de 10 mil litros de diesel e mais do que dobrou [o custo]. E o adubo triplicou o valor. A banana usa muito adubo, são em média 1,3 mil a 1,4 mil plantas, sendo que cada planta vai praticamente dois quilos de adubo nela”, falou.

O bananicultor não consegue repassar esses aumentos de produção, já que segue o preço do mercado.

“O preço da banana está o mesmo que estava há quatro anos. O valor da banana é por tabela, sendo que é preciso seguir essa tabela. O preço da banana vai de R$ 2 a R$ 3 o quilo”, disse o bananicultor.

O extensionista agropecuário da Emater explica que essa é uma dificuldade do produtor, além dos vários aumentos que têm enfrentado.

“Como toda comódite, que a banana não deixa de ser, o produtor não tem o poder de precificar o seu produto. É o comprador que coloca esse preço na fruta. É basicamente lei de mercado, oferta e procura”, destacou Luiz Otávio Andrade Borges.

No Ceasa de Minas Gerais, um quilo de banana nanica era encontrado a R$ 1,75 em julho do ano passado. Neste ano, ele já é encontrado a R$ 3. Em 2021, um quilo da banana prata estava R$ 1,25 e agora R$ 3,50.

“Nós temos o aumento do preço dos fertilizantes e insumos agrícolas, aumento do preço do petróleo e a valorização do dólar que acabam encarecendo os insumos no momento da importação. Esses fatores, especialmente os somados aos combustíveis, acabam tendo um efeito cascata no valor dos produtos agrícolas, em especial das frutas”, falou o professor de administração da UEMG, Davi Reis.


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