Polícia Civil conclui inquérito de fura-fila e indicia três servidores por crime de falsificação

Escrito por em 13/09/2021

A Polícia Civil concluiu nesta segunda-feira, 13, o inquérito que investigou o caso de possível ‘fura-fila’ de vacinação contra Covid-19 em Passos. A investigação apurava a imunização de 19 servidores da Superintendência Regional de Ensino antes da hora na cidade. Após a conclusão do inquérito, a Polícia Civil indiciou três servidores por crime de falsificação de documento público.

De acordo com a polícia, os suspeitos teriam alterado o documento usado para grupos prioritários e, com isso, os demais servidores utilizaram o mesmo, que havia sido divulgado nas redes sociais.

A investigação foi concluída após o interrogatório de 76 envolvidos. O inquérito foi encaminhado à Justiça e ao Ministério Público. Segundo a Polícia Civil, se a promotoria entender que ocorreu crime pode entrar com processo ou acordo de não persecução penal, que é quando os envolvidos assumem o crime.

Esses servidores da Superintendência Regional de Ensino foram vacinados entre os dias 18 e 20 de junho. Como o município segue o Plano Nacional de Imunização (PNI), esse grupo não poderia ter sido vacinado naquele momento.

A Secretaria de Estado de Educação informou que abriu sindicância administrativa investigatória e que medidas disciplinares foram adotadas referentes a três servidores da superintendência.

Ainda de acordo com a secretaria de estado de educação, na época a Superintendente Regional de Ensino de Passos, Lael Helena Keller, foi afastada de forma preventiva e atualmente a servidora segue no cargo.

Sindicância apontou adulteração
A Sindicância da Controladoria Geral de Passos já havia confirmado, em julho, que 19 servidores foram imunizados contra a Covid-19 antes da hora. A investigação apontou que eles receberam uma circular autorizando a imunização e não teriam agido de má fé.

“Todos eles receberam uma mensagem circular, em rede social, da Superintendência Regional de Ensino, que estariam prontas as declarações para que os mesmos pudessem vacinar. [Eles] pegaram as declarações, foram ao setor de saúde e vacinaram. Dos servidores que utilizaram das declarações para vacinação, não vi má fé e nenhum ilícito, porque foi uma circular que gerou dentro da própria Superintendência de Ensino e que levou ao local de vacinação”, disse o Controlador-Adjunto Geral do Município, Jeferson Faria, na oportunidade.

No documento adulterado, foi inserido um novo grupo que não existia no original: a opção de vacinar profissionais da Superintendência. A documentação foi assinada pela Superintendente Lael Helena Keller Souza, que foi suspensa por 30 dias depois de uma sindicância aberta pelo estado para investigar possíveis irregularidades no processo de vacinação dos funcionários.


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