Pena de brasileira presa na Tailândia pode subir de 7 para 11 anos se não pagar multa de R$109 mil

Escrito por em 15/06/2022

A defesa de Mary Hellen, presa na Tailândia por tráfico de drogas, teve acesso aos principais aspectos da sentença da brasileira. A jovem foi condenada a 9 anos e 6 meses de prisão, divididos em 2 anos por crime civil e 7 anos e 6 meses por crime penal.

De acordo com o advogado Telêmaco Marrace, a multa que Mary Hellen deverá pagar é de 750 mil Baht, o equivalente a R$ 109.575,00, segundo o câmbio nesta quarta-feira (15). Caso o valor não seja pago, a jovem deve ser punida com prisão ao invés de multa.

Ele informou que a família de Mary Hellen não tem condições que pagar a quantia.

Marrace explica que, no âmbito civil, a sentença deve ser cumprida através do pagamento de multa. Porém, caso o valor não seja pago, a pena da jovem, no âmbito penal, pode subir para pouco mais de 11 anos de prisão.

“Se for pagar em dias, ou seja, 500 Bath por dia, Mary Hellen teria que cumprir 1.500 dias além da pena principal. Ou seja, teria que cumprir cerca de 4 anos, 1 mês e 10 dias a mais. Somando daria 11 anos , 7 meses e 10 dias de pena total”, explicou o advogado.
Ainda de acordo com Telêmaco, a brasileira terá a oportunidade de trabalhar na prisão e, caso seja considerada uma boa prisioneira, pode ter a pena reduzida. Além disso, após o cumprimento de um terço da pena, ela pode pedir o “perdão real”.

A defesa informou que uma alternativa para a família conseguir arrecadar o valor da multa e não aumentar a pena de Mary Hellen seria por meio de alguma “vaquinha virtual”.

“São pessoas trabalhadoras, mas não dispõem desse montante de dinheiro para sanar uma dívida dessa natureza. Ainda é uma proposta e uma saída pra eles. Isso leva tempo para pensarem, mas talvez pode dar certo”, afirmou Telêmaco.

Brasileira se declarou culpada

O delegado Telêmaco Marrace informou que Mary Hellen se declarou culpada perante o juiz na Tailândia. Por isso, no dia 7 de maio, a jovem não foi julgada por um tribunal e foi apenas sentenciada.

Ainda de acordo com Telêmaco, a brasileira confessou que encontrou com drogas no país e afirmou ter sido ‘mula’ do tráfico. Até então, os advogados afirmavam que a jovem não sabia da existência da droga dentro da mala.


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